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BRASIL - 13/05/2018

Morre quinta criança com suspeita de infecção pelo vírus da raiva humana no Pará

Morre quinta criança com suspeita de infecção pelo vírus da raiva humana no Pará

A Secretaria de Saúde Pública do Pará confirmou, na noite de sexta-feira (11), a morte da quinta vítima por suspeita de raiva humana na ilha do Marajó. Todas as vítimas são crianças de uma comunidade rural do município de Melgaço. A suspeita é de que elas tenham sido infectadas pelo vírus da raiva, transmitido pela mordida de morcegos. Outras cinco crianças seguem internadas em estado grave na Santa Casa de Misericórdia do Pará.

As crianças morreram apresentando quadro semelhante: febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos, como paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia, desorientação, hidrofobia e hiperacusia.

Segundo especialistas, no mundo existem cerca de 1,2 mil espécies de morcegos, mas apenas três se alimentam de sangue. Se esses morcegos que se alimentam de sangue estiverem infectados pelo vírus da raiva, podem transmitir a doença através da mordida. Eles são encontrados facilmente na região amazônica.

“Geralmente esse morcegos se alimentam de bovinos, equinos, outros animais de produção e, no momento em que a colônia está grande, com uma grande quantidade de indivíduos, e eles não encontram alimentos, acabam procurando outras espécies, como o homem, que acaba tendo uma pele bem frágil e vulnerável nessas regiões”, explica a especialista.

A Sespa disse que o Instituto Pasteur em São Paulo vai a analisar amostras do material coletado nas vítimas. O instituto é referência no diagnóstico de raiva. A previsão é que resultados sejam emitidos em oito dias. Equipes do município, do estado e do Ministério da Saúde estão em Melgaço investigando os casos. Cerca de 1 mil doses de vacinas serão distribuídas para a população.

“A gente vai levar doses de vacinas suficientes para vacinar todas essas pessoas. Nós estamos até fazendo planos para fazer uma vacinação pré-exposição, entendendo que essas pessoas podem se expor a qualquer momento”, explica o especialista. G1

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