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SALVADOR - 18/04/2018

Aluno furtado dentro da Unifacs denuncia descaso; universidade diz não ser responsável

Aluno furtado dentro da Unifacs denuncia descaso; universidade diz não ser responsável

Furtado na biblioteca da Universidade Salvador (Unifacs), no Campus CTN, um estudante de Arquitetura criticou o posicionamento da instituição diante do caso. Jean Pereira, de 27 anos, conta que o furto aconteceu no dia 2 de abril. Ele e Allan Vinícius Almeida, também estudante do curso, estudavam em uma das salas da biblioteca até que decidiram sair para fazer um lanche. Quando retornaram ao local, os notebooks dos dois – um Dell e um Lenovo – e a mochila de Pereira, que continha objetos pessoais, haviam sido roubados. “A gente fica estudando lá, normalmente o dia todo. São salas de estudo da faculdade. Então, a gente estava lá estudando e foi fazer um lanche. Tem uma porta, a gente saiu, fechou, alguém entrou e levou os notebooks”, disse Pereira em entrevista ao Bahia Notícias. O estudante conta que procurou a faculdade e também a 16ª Delegacia de Polícia (DP), onde registrou um Boletim de Ocorrência. Segundo ele, a DP encaminhou um ofício à Unifacs para que enviassem as imagens das câmeras de segurança, mas, até o momento, a instituição não atendeu ao pedido. "Eles têm a filmagem, tanto que na administração do Campus chegaram a falar que a pessoa que furtou passou por eles no corredor. Parece até que eles estão acobertando a pessoa", sugere Pereira, acrescentando que "a faculdade não está nem aí" para eles. O BN procurou a assessoria de comunicação da instituição, que disse não ter recebido nenhuma solicitação a respeito das gravações, além de ter a coordenação de segurança acompanhando o caso. “A instituição está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação e fornecer as imagens do circuito interno”, diz a nota de esclarecimento.

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

O estudante lamentou ainda a falta de segurança no campus, afirmando que as catracas de acesso nem sempre funcionam. No dia do furto, por exemplo, ele aponta que elas não funcionavam, o que aumenta o “clima de insegurança” presente no local. Quanto a isso, a Unifacs ressalta que se preocupa com a integridade da comunidade acadêmica e investe constantemente em segurança. “Todos os prédios de aula são equipados com câmeras, catracas, controladores de acesso e dispõem de profissionais que fazem a vigilância dentro do ambiente da universidade. A instituição não se responsabiliza por objetos esquecidos ou deixados sem nenhum responsável nas salas de aula, banheiros, estacionamentos, bibliotecas, entre outros espaços comuns”, defende a universidade em outro trecho da nota. Cursando o semestre de conclusão do curso, Pereira afirma que perdeu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que estava salvo no computador. Ele conta que conseguiu estender o prazo de entrega estabelecido pela universidade, mas o problema não foi solucionado. “No meu computador que foi levado, estava o meu TCC [Trabalho de Conclusão de Curso], que era pra ser entregue no dia seguinte. (...) Resolvi em parte porque eles me deram outro prazo e o artigo também eu perdi. Estou com minha graduação em perigo”, relata, acrescentando que trabalha como freelancer, usando o computador, e está “perdendo dinheiro”. Incomodados com a falta de posicionamento da universidade, Pereira e o colega contrataram um advogado para representar uma ação contra a Unifacs, cobrando o ressarcimento em dinheiro no valor dos bens subtraídos. Antes disso, eles haviam solicitado o ressarcimento diretamente à instituição, mas não tiveram o pedido atendido. BN

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